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Vista dos Jardins de Augusto, em Capri: canteiros floridos em primeiro plano, os três Faraglioni emergindo do mar e o penhasco ao fundo

CAPRI

Faraglioni e Jardins de Augusto: as vistas mais belas de Capri

Três rochedos que saem do mar a poucos metros da costa são a imagem pela qual o mundo reconhece Capri. A forma mais tranquila e panorâmica de contemplá-los é a partir dos Jardins de Augusto, terraços floridos voltados para o lado sul da ilha. Veja como chegar, o que observar e como organizar a parada.

Foto: Michael Karavanov · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Os três rochedos que desenham a ilha

Os Faraglioni são três torres de rocha calcária que se erguem do mar diante da costa sudeste de Capri. O primeiro, o mais próximo da terra firme, é chamado de Faraglione di Terra ou Stella; depois vem o Faraglione di Mezzo; o mais distante é o Faraglione di Fuori, também chamado de Scopolo.

O Faraglione di Mezzo é atravessado por uma ampla abertura na rocha, um arco natural sob o qual passam os barcos. No Faraglione di Fuori vive o lagarto-azul, uma variedade do lagarto-dos-campos que tornou os rochedos conhecidos também entre os naturalistas.

Da Piazzetta aos jardins

O ponto de partida natural é a Piazzetta, ou seja, a Piazza Umberto I, que se alcança de funicular a partir da Marina Grande. Dali, deixa-se o centro e segue-se a pé em direção ao lado sul, acompanhando a sinalização para os Jardins de Augusto e para a Certosa di San Giacomo.

O trajeto é curto e passa por vielas e trechos entre muros brancos e jardins particulares. Vale caminhar sem pressa: o bonito é ver como a ilha muda de tom assim que a gente se afasta da multidão da praça.

Capri — Da Piazzetta aos jardins
Foto: lienyuan lee · CC BY 3.0 · Wikimedia Commons

Jardins de Augusto: o mirante

Os Jardins de Augusto são uma sucessão de terraços com canteiros, sebes e floradas que mudam conforme as estações. A parte mais apreciada é o parapeito voltado para o mar, de onde os Faraglioni aparecem em sua posição mais cênica, um atrás do outro, com o penhasco despencando a pique.

Parar aqui também ajuda a se orientar. Dá para entender a forma da ilha, seu lado meridional mais íngreme e a distância real entre os rochedos e a margem, que nas fotografias muitas vezes passa despercebida.

A Via Krupp vista do alto

Dos jardins avista-se também a Via Krupp, a estrada de curvas fechadas talhada na parede rochosa que desce em direção à Marina Piccola. Ela foi encomendada no início do século XX pelo industrial alemão Friedrich Alfred Krupp, e seu traçado em zigue-zague é um dos detalhes mais fotogênicos do panorama.

É importante saber que a via pode estar fechada, em geral por razões de segurança ligadas à rocha. Por isso, é melhor apreciá-la do alto, mas, antes de planejar a descida a pé, convém verificar a situação do percurso na Prefeitura de Capri (Comune di Capri) ou em fontes oficiais.

Capri — A Via Krupp vista do alto
Foto: PavelChatterjee · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Quando ir para pegar a melhor luz

O panorama muda muito ao longo do dia. De manhã a luz é nítida e realça as cores do mar; no fim da tarde a rocha se aquece em tons mais quentes e as sombras alongam as formas dos rochedos.

Nas horas centrais do verão a luz é alta e chapada, e os jardins ficam mais cheios. Fora dos meses de maior movimento a visita é mais tranquila, e as floradas deixam os terraços agradáveis também na primavera e no início do outono.

Outras formas de ver os Faraglioni

Dos jardins, os rochedos são observados do alto; para mudar de perspectiva, é possível descer até a Marina Piccola, onde o mar fica mais perto, ou vê-los da água em um passeio de barco. Do barco percebe-se a altura real das torres e, quando as condições permitem, passa-se sob o arco do Faraglione di Mezzo.

São três olhares complementares: o mirante para a visão de conjunto, a costa para a proximidade, o mar para as proporções.

Capri — Outras formas de ver os Faraglioni
Foto: Fabrizio Garrisi · CC0 · Wikimedia Commons

Dicas práticas para a parada

Para aproveitar o panorama sem estresse, vale ter algumas coisas em mente:

  • Use calçados confortáveis: as ruas até os jardins alternam subidas e degraus.
  • Leve água e proteção solar, porque os terraços oferecem pouca sombra nas horas quentes.
  • Reserve tempo para um passeio pelos jardins, não só para a foto no parapeito.
  • Combine a visita com a vizinha Certosa di San Giacomo, se quiser completar a manhã.
  • Respeite canteiros e plantas: eles são o coração do lugar.

Confira antes de partir

Horários de abertura dos jardins, condições dos percursos, ligações marítimas e funicular podem mudar conforme a estação, o clima ou a manutenção. Antes de sair, consulte as informações atualizadas nos canais oficiais da Prefeitura de Capri (Comune di Capri), das companhias de navegação e da operadora do funicular.

Perguntas frequentes

Como chegar aos Jardins de Augusto?

Da Piazzetta, segue-se a pé acompanhando a sinalização para os jardins e para a Certosa di San Giacomo. A Piazzetta é alcançada de funicular a partir da Marina Grande. Confira sempre o funcionamento do funicular nas fontes oficiais.

De onde se veem melhor os Faraglioni?

Dos Jardins de Augusto tem-se uma vista panorâmica do alto, com a Via Krupp ao fundo. Para uma perspectiva mais próxima, é possível descer até a Marina Piccola ou vê-los do mar, de barco, com condições meteorológicas adequadas.

A Via Krupp está sempre aberta para caminhar?

Não, a via pode estar fechada. Antes de planejar a descida a pé, convém se informar na Prefeitura de Capri (Comune di Capri) ou em fontes oficiais sobre a situação do percurso.

Fontes e links úteis

Horários, preços e serviços podem mudar: sempre verifique as fontes oficiais antes de viajar.

Atualizado: 2026-11-02

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